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sábado, 26 de janeiro de 2019

Viagem pelos Vinhos da Toscana de DOC a DOCG 29 de abril a 4 de maio de 2019




Toscana dos vinhos

de DOC a DOCG - 06 dias/05 noites
De 29 de abril a 04 de maio de 2019

A Itália é internacionalmente reconhecida pela excelência na sua enogastronomia, com a capacidade para criar novos conceitos unindo história, cultura, arte e a consciência e valorização da gastronomia local como base de sua culinária raiz.
Dividida por regiões com climas e geografia diversas, encontramos os mais variados pratos, feitos com ingredientes colhidos em suas terras ou pescados em seus mares. Assim, não poderia ser diferente com os vinhos, que em cada região italiana contemplam cores, aromas e sabores variados.
Elegemos a região Toscana para iniciar uma verdadeira imersão em sua enogastronomia e especialmente apresentar os principais produtores de vinhos toscanos DOC e DOCG. Nossa jornada terá início pela Costa Etrusca em direção às colinas de Siena terminando na zona do Chianti.
Você vai poder ver e sentir o aroma e os sabores...

“In vino veritas”
(provérbio latim)

Roteiro

Dia 01 - CAstagneto Carducci e Bolgheri:
Manhã:visita e degustação de vinhos
Tarde: degustação de azeite de olivas
Noite:jantar de boas vindas
Em nosso primeiro dia visitaremos a Cidade de Castagneto Carducci e a vila de Bolgheri. Nosso encontro terá início em frente à estação de trem "Pisa Centrale" às 10h da manhã, em seguida partiremos rumo a cidade de Castagneto Carducci para inaugurar o nosso tour enogastronômico visitaremos a vinícola Donna Olimpia 1898. Guido Folonari é o proprietário da vinícola, sua família possui tradição no ramo da vinicultura, os vinhos produzidos ali pertencem à DOC Bolgheri. A bela propriedade nos recepciona logo na entrada com uma alameda ladeada por "pino marittimo" árvore típica da Costa Toscana. Após a visita e degustação seguiremos para a vila de Bolgheri, passaremos pela famosa estrada de ciprestes, para conhecer o pequeno borgo medieval. Na parte da tarde visitaremos um "frantoio", nome dado ao local de produção de azeite de oliva, o premiado Fonte di Foiano. Finalizaremos o nosso primeiro dia com um jantar de recepção e boas vindas harmonizado com vinhos toscanos.
Dia 02 - Piombino e Volterra
Manhã:visita e degustação de vinhos
Tarde:passeio livre
Final da tarde:degustação de vinhos
Seguiremos na parte da manhã para visita com degustação na Vinícola Poggio Rosso na vila de Populonia em Piombino, zona da DOCG Rosso della Val di Cornia, partindo depois para a cidade de Volterra, onde na parte da tarde faremos uma degustação e conheceremos vinhos diversos feitos com a mesma uva, a Sangiovese, entre as DOCG: Montecucco Sangiovese, Morellino di Scansano, Chianti (Colli Senesi e Colli Pisane) e da DOC Montescudaio, para acompanhar serão servidos queijos e frios de produção regional. Vale a pena explorar as ruas e becos desse famoso borgo medieval.
Dia 03 - San Gimignano:
Manhã:visita e degustação de vinhos
Tarde:passeio livre
Após o café da manhã seguiremos para a Cantina Guardastelle para visita e degustação de vinhos brancos Vernaccia di San Gimignano (citados por Dante Alighieri em sua obra A Divina Comédia - Purgatório), reconhecidos dentro da primeira DOC em 1966 e depois DOCG em 1993. Em San Gimignano, cidade declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, a tarde será livre para os passeios. Vale a pena andar pelas suas ruas e becos medievais, a cidade possui muitas torres que denotam um passado de riqueza e ostentação.
Dia 04 - Gaiole in Chianti e Siena:
Manhã:visita e degustação
Tarde:passeio livre
Estaremos na região das colinas toscanas com seus clássicos ciprestes e plantações de uvas e azeites, visitaremos na parte da manhã o Castello Brolio da família Ricasoli, dentro da DOCG do Chianti Classico. Visitaremos o castelo, a vinificação e faremos uma bela degustação de seus vinhos. A família Ricasoli produz vinhos no Castello di Brolio desde o século XII sendo o símbolo do território do Chianti Classico. À tarde retornaremos à Siena, a cidade do famoso "Palio di Siena" (corrida de cavalos), onde teremos tempo para conhecer suas ruas, igrejas, universidade e museus.
Dia 05 - Montalcino e Montepulciano:
Manhã:visita e degustação
Tarde:almoço e visita guiada
No quinto dia vamos conhecer duas lindas colinas toscanas na região de Val D'Orcia, Montalcino e Montepulciano que hospedam os apreciados DOCG Brunello di Montalcino e Nobile di Montepulciano. As cidades foram cenários de filmes famosos devido a sua beleza sem igual. Com paisagens de tirar o fôlego, iniciaremos o dia visitando e degustando os vinhos da família Frescobaldi na Tenuta CastelGiocondo que produz um grande Brunello di Montalcino, depois da degustação passaremos ao almoço na própria Tenuta. Após o almoço visitaremos  a cidade de Pienza, um belo borgo medieval famoso pela produção do queijo representativo da Toscana feito de leite de ovelha (pecorino di Pienza) em seguida iremos a Montepulciano, onde degustaremos os vinhos da DOCG Nobile di Montepulciano.
Dia 06 - Greve in Chianti:
Manhã:visita e degustação
Tarde:almoço de despedida, visita ao museu e final do tour
No último dia de nosso tour nos deslocaremos pelas terras do Chianti - o "Gallo Nero" chegando a Cantina Antinori nel Chianti Classico da familia Antinori aonde faremos uma visita com degustação e realizaremos o nosso almoço de despedida. Depois do almoço seguiremos até a charmosa cidade de Greve in Chianti onde conheceremos o "Museo Del Vino". Nosso tour finira no fim da tarde em Florença.

O que está incluído:
• 03 (três) refeições com bebidas e vinho selecionado por sommelier;
• Acompanhante especialista em enografia italiana (em português);
• Transporte com ar condicionado;
• Explicações enografia, viticultura, vinhos, história e locais;
• Visitas e degustações contidas no roteiro;
• Hospedagem em quarto duplo (3 - 4 estrelas de acordo com a cidade ou B&B superior)
• Entrada nos locais mencionados no roteiro;
• Seguro de acidentes/vida (parte terrestre).

O que não está incluído:
• Passagens aéreas Brasil-Europa;
• Transporte ou atividades antes e depois do programa/roteiro;
• Qualquer tipo de serviço ou consumo nos hotéis como serviço de quarto, tinturaria, frigobar, aperitivos, telefonemas e outros que não estejam mencionados no roteiro;
• Refeições não mencionadas no roteiro;
• Gorjeta em geral.

Opcional:
Caso sinta vontade de chegar com alguns dias de antecedência e permanecer por mais tempo após o nosso tour enogastronômico, entre em contato para que possamos assessorá-lo a montar seu roteiro personalizado.

Roteiros gastronômicos personalizados:
Propomos a realização de roteiros personalizados em outras regiões da Itália. Indique as suas preferências e nos escreva.

Contatos:
 nilsonbf@hotmail.com
+39 331 578 9677
 +39 0565 22 4662

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Dias de Cozinha

Estou empolgado estes dias e revendo algumas receitas, pratos de família e outras coisas que vi pelas minhas andanças pela Itália que tento reproduzir.

Voltei da Itália com muita comida, fui pra lá com uma mala de 15kg e voltei com 55kg, mas comento sobre isso outra hora.

Na segunda me propus a fazer um virado a paulista, prato tradicional da segunda-feira e São Paulo, mas não saiu, bateu uma preguiça fomos comer no restaurante no almoço e a noite fiz ravióli com molho de nozes, abobrinha e sálvia. O molho ficou bom mas precisa ser aprimorado, quando acertar posto aqui. Inclusive o ravióli não era bom e está difícil encontrar massa boa por aqui, preciso voltar a fazer, minha máquina de macarrão já está chegando.

Na terça a noite saiu o virado a paulista, a avó da minha esposa planta horta em vasos e meu um punhado de couve manteiga que refoguei com um pouco de bacon Mabella (para mim os melhores defumados hoje no Brasil), comprei bistecas que temperei com sal, páprica picante, um pouco de curry e vodca, tinhamos um feijão congelado que virou o virado com um pouco de farinha e bacon, e minha esposa fez o arroz. Não fiz torresmos, banana empanada e nem ovo frito, senão iria ficar muito mais pesado do que já foi. Também não tenho fotos.

Esse é um prato atípico em casa, pois sou adepto da culinária italiana, temos mais risotos e massas do que arroz branquinho ou feijão.

Ontem além da alcachofra que ficou maravilhosa com um pouco de azeite extra virgem da Toscana, aceto balsâmico e sal, foi uma tarde de forno.

Quando pequeno (me lembro de uns 5 anos de idade para frente) minha mãe sempre fazia torta de banana, não sei de quem é a receita, só sei que está anotada no caderno de receitas dela. Antigamente todas as donas de casa possuíam um caderno de receitas e anotavam receitas da TV, das revistas, dos livros, das vizinhas, das amigas, das avós e por aí vai. 

Na verdade (somos em 3 irmãos homens) insistíamos praticamente dos os finais de semana para ela fazer a tal torta de banana, que ela fazia só quando as bananas estavam passando, e devorávamos a torta em muito pouco tempo.

Ontem fiz a torta, mas foi um drama, eu tinha perdido a recita, revirei a casa atrás da receita e no fim tive que ligar pra minha mãe...ela me passou a receita e me disse que o caderno (que começou em 1968) está se desfazendo. Me comprometi a pegar o caderno e digita-lo (também o da minha avó que deve ter começado em 1940).

Pois bem, a receita é a seguinte:

2 xícaras de chá de açúcar
5 xícaras de chá de farinha de trigo
4 colheres de sopa de margarina ou banha
4 ovos
1 colher de chá de fermento químico (do tipo pó royal)
1 pitada de sal
Açúcar e canela a gosto
Não vou colocar a quantidade de bananas pois pode ser a vontade (não vão exagerar), ontem coloquei cerca de 9 bananas nanicas fatiadas (podia ter sido mais) que já estavam bem passadas.

Misturam-se todos os ingrediente medidos até ter uma massas consistente e que não grude mais na mão (pode ir um pouco mais de farinha do que previsto na receita), forra-se uma assadeira (média a grande e untada com margarina e farinha) com a massa (camada fina, cerca de 5mm), cubra a massa com as bananas fatiadas, salpique-as com açúcar e canela, e com o restante da massa faça rolinhos e enfeite a parte de cima (pode ver a foto). Asse em forno médio até dourar a massa ou ver que está bom (uns 45min em forno pré-aquecido.

Ficou parecida com a da minha mãe, mas os sabores de infância não são os mesmos.

Torta de banana antes e depois do forno

E finalmente para o jantar, juntamente com a alcachofra, fiz um spaghetti alla matriciana. O nome do molho vem da cidade de Amatrice, na região do Lazio (mesma região de Roma) na Itália. Por lá eles tem a receita trdicional com denominação de origem controlada. A receita original está no site http://www.matriciana.com/ e a fiz outro dia, sendo muito diferente de qualquer versão que já comi e diferente de um spaghetti alla matriciana que comi em Roma próximo à Piazza de Espagna.

Ontem fiz a versão que comi em Roma, não estou muito acostumado a colocar medidas, pois faço às vezes "de olho", mas vamos lá:

Cerca de 80g de bacon fatiado 5 X 10mm
Cerca de 50g de manteiga (gosto da Batavo e tenho usado também a Qualitá)
2 latas de tomate pelado (não tenho marca, não gosto muito dos da Casino, pois são produtos de terceira da França, vendidos por aqui como fossem algo bom, até os italianos mais baratos são melhores)
10 tomates cereja
1/2 pimenta vermelha sem sementes (uso dedo-de-moça)
Salsinha e cebolinha
Uma pitada de sal
500g de espaguete

Para o molho refoguei o bacon em manteiga, coloquei os tomates pelados picados para refogar após o bacon dourar, piquei a pimenta vermelha e coloquei também. Quando havia reduzido um pouco (depois de uns 15min) adicionei os tomates cereja cortados ao meio, refoguei por uns 5min e tempere com um pouco (pouco mesmo pois o macarrão vai um pouco mais salgado, se desejar) de sal e salsinha e cebolinha.

Moro em Itu, no interior de São Paulo, cerca de 100km da capital, e infelizmente, não encontro um tomate bom nessa cidade, e se é bom, é muito caro, então optei em usar tomate pelado em molhos vermelhos.

O espaguete que tinha eu havia comprado em Pienza na Toscana (Itália), da marca Martelli de Lari, provincia de Pisa. Uma das melhores massas que já comi. 

Spaghetti Martelli

Para o espaguete, seja qual for, coloque 1litro de água para cada 100g de macarrão, no caso seriam 5 litros, mas nesse caso 3 litros resolvem, em panela para ferver (somente a água), coloque o macarrão (sem quebrá-lo por favor), deixe a água quente amolecê-lo e vá ajustando com um garfo ou colher para caber na panela e cozinhar. Normalmente na embalagem vem o tempo de cozimento, mas fique atento (experimente) para não passar e ficar muito mole, o macarrão precisa estar "al dente". Antes do fim do cozimento, acrescente sal à água, escorra, junte o molho e sirva.

Para cada molho é exigido um queijo diferente, neste caso, um queijo suave vai bem, aconselho um pecorino senese ou um parmesão bem suave.

Spaghetti alla Matriciana (modificado) no prato do meu filho pequeno (3 anos)

Tenho um filho com 3 anos de idade que todas as noites pede macarrão, quando estamos sem paciência ele come miojo, mas senão adora o macarrão do papai e se lambusa todo com o molho, devia ter tirado uma foto da cara dele depois do jantar.



terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Apresentação

Não sou uma pessoa extremamente conhecida por nada que faço fora do meu meio familiar. Gosto de trabalhar bem e apresentar um trabalho perfeito em minha empresa de meio ambiente. Também gosto de cozinhar de forma que todos saiam satisfeitos de uma mesa, não gosto de servir comida que não agrade.

Assim minhas paixões são: vinhos, gastronomia, história, armas, geologia e cinema.

Tive fases da vida pendendo para alguma paixão, na minha adolescência era fascinado por armas e história das guerras, durante a faculdade sempre fui louco pela geologia, quando criança até hoje acordava de madrugada para ver filmes, sempre ia ao cinema e coleciono DVDs e sempre gostei de comer bem, desde criança convivo com o livro da Dona Benta e da faculdade até hoje venho me aperfeiçoando na cozinha.

Depois de ler alguns livros, ver alguns blog, ter comido em muitos restaurantes pelo Brasil e exterior, ter um restaurante, cozinhado em hotel e acumulado alguma experiência de vida nestes meus 39 anos, decidi criar um blog e ver no que dá.

O difícil foi dar um nome, estava sem inspiração e fiquei tentando "Cucina e Vino", "Radicchio Mio", "Cozinha e Vinho"...todos já usados, até colocar o nome "Ragu e Radicchio". Escolhi o nome em italiano pois pretendo abordar a culinária italiana tradicional devido a um gosto meu e por ter tido uma criação italiana com meus avós em Itirapina, para onde meus bisavós foram em 1879 vindos da Itália.

Pretendo com o blog escrever sobre minhas experiências pessoais em cozinha e comentar um pouco sobre utensílios, restaurantes e oque puder agregar sobre gastronomia.